Violas Amarantinas

As violas amarantinas, também conhecidas como violas de Amarante, são um instrumento tradicional português que ocupa um lugar especial no contexto cultural do concelho de Amarante e do Tâmega e Sousa. Quando vistas pela ótica do professor Eduardo, uma das figuras mais destacadas na valorização e estudo deste instrumento, as violas amarantinas são muito mais do que objetos musicais — são símbolos vivos de identidade, memória e resistência cultural.

Aqui está uma visão geral da abordagem do professor Eduardo:

1. A Viola como Património Imaterial

Segundo p Prof. Eduardo, a viola amarantina deve ser compreendida como parte do património imaterial de Amarante. Ele defende que o instrumento carrega séculos de história, ligada ao quotidiano das populações rurais, festas populares, cantigas ao desafio e tradições orais da região.

Ele tem enfatizado que preservar a viola amarantina é preservar a alma da região, e que esta viola, com as suas cordas dobradas e corpo distinto, precisa de atenção tanto ao nível do ensino como da divulgação cultural.

2. Características Técnicas e Estéticas

Pela ótica do professor Eduardo, a viola amarantina:

  • Tem uma construção peculiar, com duplas cordas metálicas e um corpo em forma de lágrima.
  • Possui uma sonoridade muito própria — aguda, vibrante, com um timbre “cristalino” que se destaca em acompanhamento vocal e em solo.
  • É um instrumento com forte ligação à identidade sonora do Norte de Portugal, particularmente do Vale do Tâmega.

3. Ensino e Transmissão

Eduardo Ribeiro tem atuado de forma ativa na formação de jovens violeiros e músicos, promovendo oficinas, cursos e atividades escolares onde o ensino da viola é uma ponte entre o passado e o futuro.

Ele acredita que ensinar a viola amarantina é formar guardiões da tradição — e que este ensino deve ser integrado nas escolas, centros culturais e festivais da região.

4. Documentação e Pesquisa

O professor tem ainda contribuído com a investigação histórica e etnomusicológica sobre a origem e evolução da viola amarantina. Através de entrevistas com mestres violeiros, levantamento de repertórios tradicionais e análises construtivas, ele procura traçar o percurso do instrumento na cultura portuguesa.

5. Defesa da Viola como Símbolo Regional

Por fim, Eduardo é uma voz ativa na reivindicação de maior reconhecimento institucional da viola amarantina. Ele defende que este instrumento deve ter proteção legal e reconhecimento oficial como património cultural, de forma semelhante ao que aconteceu com outros instrumentos tradicionais portugueses (como a guitarra portuguesa de Coimbra e Lisboa).

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